A existência de Deus, sua causa…ou quem criou Deus?

Algumas perguntas realmente mexem com a gente, não é? Ainda mais quando se trata de pensar sobre a… existência de Deus.

De onde viemos, para onde vamos??

Uma pergunta que intriga muita gente é… Quem criou DEUS?

Vimos neste POST que a Causalidade é o princípio que afirma que todo evento tem uma causa adequada.

Nesse caso, será que Deus tem uma causa… adequada??

Acompanhe esse artigo que vai abrir seus olhos!

existencia de deus causa 3 - aguas do marA existência de Deus

Em sua argumentação referente a uma Causa Primeira, Bertrand Russell também assinalou que se os cristãos querem ser tão inflexíveis em insistir na procura de uma causa para tudo que existe, então a Causa Primeira (Deus) também deve ter tido uma causa. Contou que seu pai o ensinara que a pergunta “quem me fez?” não pode ser respondida, uma vez que é imediatamente seguida por outra pergunta: “Quem fez Deus?”.

Se todas as coisas devem ter uma causa, então Deus também deve ter uma causa. Se alguma coisa pode existir sem uma causa, pode ser tanto o mundo como Deus. (Nota 1)

Será?

A objeção de Russell pode ser respondida observando que ele definiu incorretamente o princípio da causalidade e cometeu uma falácia lógica chamada erro de categoria.

O princípio da causalidade não diz que tudo precisa de uma causa. Antes, diz que aquilo que é finito e limitado precisa de uma causa, isto é, qualquer coisa que teve um começo deve ter tido uma causa. Russell confundiu duas categorias separadas e distintas.

Aquilo que é finito e limitado precisa de uma causa

Enxergar e sentir sabores, por exemplo, representam duas categorias diferentes. A cor é percebida pela visão e é irrelevante ao paladar. Logo, a pergunta “qual é o gosto da cor verde?” é sem sentido.

O mesmo é verdadeiro para a pergunta “quem fez Deus?”. Isso mistura a categoria finita com a categoria infinita. Somente as coisas ou entidades finitas precisam de uma causa. Elas tiveram um começo e passaram a existir. Um ser infinito, como Deus, não tem nenhum começo. Um ser infinito deve sempre ter existido e é, portanto, não-causado.

Se fosse o caso de o universo sempre ter existido, então ele não teria necessidade de ter tido uma causa. Porém, se é possível demonstrar que o universo é finito e teve um começo (assunto do próximo artigo), então é possível concluir que ele deve ter tido uma causa.

existencia de deus causa 2 - aguas do marA existência de Deus e sua causa

Jean Paul Sartre (1905-1980) argumentou que o princípio da causalidade afirma que tudo deve ter uma causa, quer dentro, quer fora de si mesmo. Portanto, devemos presumir que se chegarmos a uma causa além deste mundo (i.e. Deus), essa causa deve ter em si mesma uma causa para sua existência. Isto é, Deus deve ser um ser auto-causado. Mas é impossível um ser auto-causado uma vez que para causar-se a própria existência, teria de existir anteriormente a sua própria existência.

Que confusão foi causada aqui!! Mas, vamos resolver!!

Sartre comete o mesmo erro que Russell definindo incorretamente o princípio da causalidade. Como se observou anteriormente, o princípio da causalidade não afirma que tudo necessita de uma causa, mas, sim, que as coisas finitas necessitam. Todavia, Sartre está correto em afirmar que um ser auto-causado é impossível. O que, então, é Deus?

Se Deus não é causado nem autocausado, o que ele é? A única alternativa lógica é aquela que a maioria dos teístas se concorda: Deus é um ser não-causado. Um ser não-causado sempre existiu e não precisa de nenhuma causa. Deus é a Causa Primeira de todas as coisas finitas que vêm à existência, e não há nada anterior a Deus como Causa de todas as coisas finitas porque Deus sempre existiu.

existencia de deus causa 4 - aguas do marConseqüentemente, a conclusão de Sartre, de que a causalidade deve levar a um ser auto-causado impossível, não procede.

Entendido apropriadamente, o princípio da causalidade nos leva de volta a algo que deve ser a Causa Primeira, a Causa não-causada de toda coisa finita que existe.

Estamos afirmando a existência de Deus, que Deus sempre existiu como a Causa Primeira do universo, enquanto, de outro lado, os ateístas e naturalistas insistem em que o universo sempre existiu. Antes de definir qual é a cosmovisão correta, devemos determinar se o método científico pode ser utilizado para revelar a causa dos eventos passados, como, por exemplo, a origem do universo.

Todos os cientistas podem não concordar em todos os aspectos de como empregar o método científico com respeito aos eventos passados, mas devem concordar nos primeiros princípios, que são necessários para as inferências pertinentes a ser feitas a respeito dos eventos passados. Assim, vimos que o princípio da causalidade é um estatuto fundamental que tem de ser aceito por qualquer pessoa que se compromete com a disciplina ciência. Com isso em mente, vamos analisar com mais detalhes o método científico.

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A ciência pode determinar causas passadas?

A ciência nos fornece conhecimento no sentido que ela trata da observação e operação do mundo físico e dos eventos reproduzíveis. Se um evento pode ser reproduzido e serem feitas observações, então os princípios da filosofia e das leis da ciência podem ser usados para descobrir o que causa os efeitos. Essa procura das causas dos efeitos observáveis é ciência operacional.

E uma espécie de ciência que se preocupa com as causas (ações) e com os efeitos (reações) dos funcionamentos atuais do mundo físico. Por essa razão, a ciência operacional limita-se a descobrir as causas secundárias ou naturais por um padrão regular de eventos. Quando se trata dos eventos passados, que não ocorrem mais, outra espécie de ciência deve ser aplicada. Essa espécie de método científico pode ser chamada de ciência das origens.

existencia de deus causa 5 - aguas do marAs causas e a Ciência das origens

A ciência das origens é comparável à ciência forense, que supervisiona os tipos de investigações dos eventos que não foram observados e não são reproduzíveis. Esse tipo de evento chama-se singularidade.

Tudo de que se precisa para pressupor uma causa inteligente para uma singularidade passada é demonstrar que eventos semelhantes do presente podem ser constantemente associados a uma causa inteligente.

Os investigadores de homicídio freqüentemente usam este método para investigar assassínios e responder a perguntas como estas: Qual a causa da morte? Foi acidente ou foi um evento planejado? Aconteceu por acaso, ou foi conseqüência de um agente inteligente? Desde que a base para a reconstrução forense de um fato passado seja uma ligação causal regularmente observada — observada no presente — o objeto dessa especulação pode ser uma singularidade não reproduzível.

Nos artigos seguintes, aplicaremos essa prática científica a essas singularidades, como a origem do universo e a origem da vida.

Por ora, é essencial entender que a ciência operacional e a das origens estão ligadas por um princípio filosófico chamado principio da uniformidade (ou analogia). Esta é outra hipótese filosófica pela qual a ciência associa o presente ao passado e faz previsões acerca do futuro.

Com respeito à ciência das origens, o princípio da uniformidade afirma que o presente é a chave para entender o passado.

existencia de deus causa 10 - aguas do marSe as observações do presente indicam que sempre é necessário um tipo de causa para produzir determinado tipo de efeito, o princípio da uniformidade nos diz que um tipo semelhante de evento no passado deve ter tido um tipo semelhante de causa como se observa no presente.

Se os cientistas não forem claros em diferenciar entre a ciência operacional e a ciência das origens e não empregarem o princípio da uniformidade, seus resultados certamente serão muito seguramente enganosos.

Portanto, somos obrigados a não violar os princípios da causalidade e da uniformidade quando empregamos o método científico para responder a questão de origens. Ainda, em quanto a ciência pode retroceder no passado? Pode ser usada legitimamente para determinar se Deus criou o universo espaço-temporal?

Veremos no próximo artigo.

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Notas:

1 – Por que não sou cristão, p. 20.

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Casado com Priscila Reis com quem tem 3 lindos filhos. Cristão, Economista. Gosto de música, viagens, e de ler. Saiba mais AQUI.

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