“No final de cada sete anos as dívidas deverão ser canceladas. Isso deverá ser feito da seguinte forma: todo credor cancelará o empréstimo que fez ao seu  próximo. Nenhum israelita exigirá pagamento de seu próximo ou de seu parente, porque foi proclamado o tempo do SENHOR para o cancelamento das dívidas. Vocês poderão exigir pagamento do estrangeiro, mas terão que cancelar qualquer dívida de seus irmãos israelitas. Assim, não deverá haver pobre algum no meio de vocês, pois na terra que o SENHOR, o seu Deus, lhes está dando como herança para que dela tomem posse, ele os abençoará ricamente, contanto que obedeçam em tudo ao SENHOR, o seu Deus, e ponham em prática toda esta lei que hoje lhes estou dando. Pois o SENHOR, o seu Deus, os abençoará conforme prometeu, e vocês emprestarão a muitas nações, mas de nenhuma tomarão emprestado. Vocês dominarão muitas nações, mas por nenhuma serão dominados. “Se houver algum israelita pobre em qualquer das cidades da terra que o SENHOR, o seu Deus, lhes está dando, não endureçam o coração, nem fechem a mão para com o seu irmão pobre. Ao contrário, tenham mão aberta e emprestem-lhe liberalmente o que ele precisar. Cuidado! Que nenhum de vocês alimente este pensamento ímpio: ‘O sétimo ano, o ano  o cancelamento das dívidas, está se aproximando, e não quero ajudar o meu irmão pobre’. Ele poderá apelar para o SENHOR contra você, e você será culpado desse pecado. Dê-lhe generosamente, e sem relutância no coração; pois, por isso, o SENHOR, o seu Deus, o abençoará em todo o seu trabalho e em tudo o que você fizer. (Dt. 15:1-10)

O que a Bíblia ensina sobre ECONOMIA

Deus deixa claro através das escrituras que é Seu desejo abençoar todas as nações³. Quando perguntamos – “como Deus quer abençoá-las?” – encontramos a resposta na maneira como Ele abençoou Israel. Bênçãos econômicas eram uma parte – uma parte – clara do plano de Deus para Israel, desde o momento em que deixaram o Egito.

Nessa passagem, vemos que, mesmo no deserto, Deus já tinha começado a preparar Israel para o desenvolvimento econômico e para a responsabilidade, tanto perante o indivíduo como perante a Sociedade.

Princípio de Economia – As dívidas devem ser limitadas

“No final de cada sete anos, as dívidas deverão ser canceladas. Isso deverá ser feito da seguinte forma:Todo credor cancelará o empréstimo que fez ao seu próximo. Nenhum israelita exigirá pagamento de seu próximo ou de seu parente, porque fui proclamado o tempo do SENHOR para o cancelamento das dívidas. Vocês poderão exigir pagamento do estrangeiro, mas terão que cancelar qualquer dívida de seus irmãos israelitas”. (Dt. 15:1-3).

Muitos já ouviram uma mensagem que ensina que os cristãos não devem pedir emprestado. Não importa em que região do mundo, sempre há pessoas que já ouviram, essa mensagem. A passagem que acompanha esse ensino é: “não devam nada a ninguém”‘1. Contudo, regras básicas para estudo bíblico nos ensinam que devemos interpretar uma parte das escrituras com outra parte das escrituras. Não podemos fazer um único texto significar algo que não faça sentido, quando for comparado a outras recomendações encontradas nas escrituras. Existem diversas passagens que fornecem instruções sobre como emprestar, como tomar emprestado e orientações para a devolução dos empréstimos. Rm. 13:8 não quer dizer “não tome emprestado” literalmente. Quer dizer não negligencie o empréstimo que fez, faça os pagamentos em dia, e cumpra com o compromisso que foi feito.

economia biblia ensina 1 - aguas do mar

Dos versículos primeiro ao terceiro, Moisés dá instruções à Israel para um sistema de pagamento de dívidas. É improvável que qualquer nação, hoje, vá aplicar esse sistema de um ciclo de 7 anos novamente. Mas, lembre-se de que a nossa tarefa aqui, á extrair o princípio que o resultado da aplicação obteria.

O princípio aqui é que uma dívida deve ter limites. Os israelitas não tinham permissão de impor dívida perpétua a ninguém. O sistema em Israel era universal. Todas as dívidas pessoais em Israel eram canceladas no mesmo ano. Se você tivesse pegado um empréstimo no primeiro ano do ciclo, você teria 7 anos para pagar. Se você tivesse pegado um empréstimo no terceiro ano, você teria 4 anos para pagar, e assim por diante. Quando o emprestador e o devedor entravam em acordo, eles tinham de criar um plano de devolução da dívida que encaixasse no ciclo.

Ao estudar sobre Finanças nos cinco primeiros livros da Bíblia, percebemos que os empréstimos eram essenciais para permitir que as pessoas saíssem da pobreza. O foco dos empréstimos era os pequenos negócios. Sua finalidade era tirar as pessoas de uma situação de necessidade e as tornar capazes de se auto-sustentarem. O objetivo era a capacitação econômica.

Por muitas gerações, os judeus continuaram a praticar esses princípios e, hoje, aonde quer que você vá, não importa se o país é pobre ou não, caso haja judeus, eles estarão fazendo dinheiro. Isso não significa que todos os judeus sejam ricos, mas, isso mostra que eles sabem como se estabelecer rapidamente e se sustentar. Uma família judia imigra e se estabelece tendo a compreensão sobre a finalidade de um empréstimo. Então, eles chamam outra família e emprestam o dinheiro para que ela também se estabeleça. Aquele dinheiro emprestado, ou é devolvido, ou é, por fim, passado adiante para que a próxima família possa, vir e se estabelecer também.

Conforme os ensinos de Moisés, os empréstimos tinham a finalidade de ajudar as pessoas a se tornarem independentes financeiramente e a se tornarem parte produtiva da Comunidade. Os empréstimos eram, em primeiro lugar, parte da responsabilidade social e, em segundo lugar, uma forma de ganhar dinheiro.

economia biblia ensina 2 - aguas do mar

Li sobre a história de um banqueiro cristão que, ao estudar essas passagens, ele se deu conta de que o sistema bancário norte-americano não faz empréstimos às pessoas certas. As instituições bancárias americanas tendem a fazer empréstimos somente aos ricos ou àqueles que já possuem dívidas.

Mas, essas mesmas instituições, raramente irão aceitar fazer um empréstimo para um imigrante, uma mulher, um desempregado. Não emprestam para uma pessoa pobre que tenha um plano de começar um negócio, mas que não possua o capital para isso, mesmo que ela não tenha dívidas. Esse homem, então, fundou um banco privado que só fazia empréstimos para pessoas que tivessem uma boa idéia para se tornarem produtivos na comunidade e precisassem do dinheiro para começar. O banco tem tido um enorme sucesso e não tem clientes inadimplentes. Isso é Economia bíblica.

Aprenda mais: Clique aqui e saiba mais sobre a Crise Financeira de 2008.

Vamos dar outra olhada no versículo terceiro:

“vocês poderão exigir pagamento do estrangeiro, mas terão de cancelar qualquer divida de seus irmãos israelitas”.

economia - aguas do mar

A primeira vista, pode parecer que Deus não se importa com os estrangeiros tanto quanto se importa com Israel. Mas, isso não é verdade. Novamente, aqui, o significado aparente não pode estar correto, porque não condiz com muitas outras passagens na Bíblia. Está claro, de Gênesis a Apocalipse, que Deus deseja abençoar todas as nações. Esse é um tema tão predominante nas Escrituras, que não pode ser contestado. Então, por que Deus não exigiu o perdão das dívidas dos estrangeiros? Vamos lembrar que os judeus tinham de tirar o oitavo ano como o ano sabático: não podiam trabalhar, usar seus animais ou cultivar suas terras. Portanto, não podiam fazer pagamentos. Os não-judeus, no entanto, não precisavam obedecer a essa Lei. A interpretação mais provável da aparente contradição dessa passagem é que, os imigrantes não-judeus podiam continuar a trabalhar e a fazer pagamentos no ano que seria o do “mercado livre” para eles e que os capacitaria economicamente.

Estamos estudando Princípios na Área de Economia.

Clique Aqui: O que a Bíblia ensina sobre ECONOMIA – Parte III


 

Notas:

3- Gn. 12:3; 18:18; 22:18; 26:4; 28:14.

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Casado com Priscila Reis com quem tem 3 lindos filhos. Cristão, Economista. Gosto de música, viagens, e de ler. Saiba mais AQUI.

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